Quem é o Hugo?

Minha foto
Sao Paulo, SP, Brazil
Eu sou uma pessoa imaginativa. As vezes me olho no espelho e me encontro com um poço de idéias. Por isso tenho a necessidade de me expressar de alguma forma. Vejo alguma cena na rua e consigo desenvolver um filme, me deparo com uma aula chata na faculdade e preparo um discurso e ainda, movido por uma simples palavra, discorro um texto... É assim, principalmente em forma de textos que vou me expressar aqui, falando sobre coisas do meu dia-a-dia!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Acontece. (por Larie Nascimento)

http://tudomuda-larie.blogspot.com/

A vida prega algumas peças. Quem um dia foi seu amigo pode ser seu amor, e quem um dia foi seu amor pode ser seu amigo. Acontece. Assim como as escamas podem cair do olhos e te fazer enxergar que aquele amigo certinho pode não ser assim tão certo e que aquele conhecido, amigo do seu amigo, pode ser tornar essencial na sua vida. Acontece. Amor a primeira vista e ódio depois do amor, ódio a primeira vista e amor depois do ódio. Acontece. A vida prega muitas peças.

Você tem experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo pelo seu fôlego de vida.


REDAÇÃO VENCEDORA

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone... Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da Panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a Cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta
pergunta:

"Experiência?

Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

terça-feira, 16 de março de 2010

parônimos que me parô


Imagine a cena: Minha mãe está na sala a coser e minha vó na cozinha a cozer. Me sento no assento e me ponho a acentuar palavras do scrap enquanto tomo minha schweppes, escrevo afim de conquistar aquela menina que estou afim. Ora, é uma menina pegues que hora ou outra eu darei um pegues, minha xoxó, meu xodó! Bem, isso aconteceria se a tal da minha mãe desenbolsasse um cheque da sua bolsa pra eu dar aquele cheque, e xeque mate!
Desculpe a minha indiscrição por descrever minha vida pessoal e imoral aqui. Penso e logo vou dispensando meus pensamentos como se isso fosse uma despensa virtual e bem usual. O que foi visto que fez sua vista dilatar, delete. Faça um teste: absorva as coisas boas deste texto e me absolva das minhas bobagens.
Estou sem idéias mas com um ideal, faço coisas que me inspire, me boto a respirar novos ares e aspirar coisas novas, fujo da expiração que está a me cercar e pulo a cerca. No bom sentido, claro. No claro ou no escuro. Busco a ascenção até que me acenda as luzes do novo. Foi o que aconteceu. E como sucedeu? Como fiz isso? Me desfiz daquilo. Pulei da caminha logo cedo numa sexta e fui caminhar com uma cesta de frutas. Dever cumprido, andei devagar, vagarozamente um comprimento bem longo sem divagar sobre coisa alguma e sem cumprimentar pessoa nenhuma... tarefa árdua, principalmente porque debaixo daquele sol ardente, veio atrás de mim um russo que me atrasa pra falar da russia e da russa que deixou pra trás, e fala, e fala e FALOW! Falha, eu sei, é ruço. Caminhei. E quando comecei a suar, eis que soa um som agradável e amável, é um concerto musical? Algo mais usual. Conserto meus ouvidos e o som novamente ressoa... vento. Tento, invento, mas fico lento. Me apresso a apreciar tudo o que posso, minha tarde inteira de recreação onde recriei o que chamo de ação, passou.
No caminho de casa uma rádio falava sobre a Lei de Newton antes de tocar a Lady Gaga, a outra dizia que o tráfego era crítico enquanto criticava o tráfico, descriminava que o menino fora discriminado depois do flagrante por ter pego uma boa fragrância durante a infância afora, mas me pus a escutar quando se puseram a falar sobre a extinção do flamingo e do flamengo...
Eu passava por flores e florestas durante meu roteiro sem rodeio, o que eu queria era um condicionador floroso na minha cabeça, essa era a minha condição. E agora o que pairava na minha cabeça que não parava, era pensar que nesse textículo não há nada mesmo a absorver, nem sequer um versículo, mas se você sacar a idéia desses 'parônimos que me parô' irá me absolver.



Hugoldo